E foi tanta gente duvidando do seu amor por mim, sim, do seu. Do meu nem tinha como ter dúvidas se existia, era claro no meu sorriso, no meu olhar, no meu cuidado. Mas tanta gente duvidou da sua parte, confesso até que, em certo momento, eu duvidei. Só que diferente de muita gente que não faz e diz: “Eu vou te esperar aqui, não importa o tempo que passe, eu ainda vou te amar”. Eu realmente fiz isso, realmente continuei te amando, mesmo com todo o tempo que passou. Não, não fiquei esperando, confesso. Resolvi viver e como vivi, como aprendi e sobrevivi. Depois de certo tempo, não senti mais saudades, falta sim, saudades não mais. Mas eu sabia, pelo menos torcia, que você iria se dar conta de que nós nunca fomos apenas duas pessoas que passariam pela vida do outro e iriam embora. Os abraços eram diferentes, a cumplicidade no olhar também era, as conversas eram sinceras. Era impossível que passasse, era não, foi impossível. E eu esperei pelo dia que eu iria te rever, ou que simplesmente chegaria uma mensagem, uma que me lembrasse daqueles tempos que passaram e ficaram. E o tempo passou, confesso que demorou, mas adivinhe? Chegou. O que foi verdadeiro, continuará sendo. Não, ao contrário do que muitos pensaram, eu não amei sozinha.
Vittoria Catarina.